As Próteses de mama ou implantes mamários de silicone podem ser colocados em 3 PLANOS diferentes. Planos são as interfaces entre os quais a prótese pode ser alojada. Eles são basicamente 3: submamário, subfascial e submuscular.

Todos eles têm suas características e devem ser esclarecidos na escolha.

Pois bem vamos aos esclarecimentos técnicos quanto aos tais planos de colocação da prótese de silicone:

  1. SUBMAMÁRIO: Esse plano está imediatamente atrás da mama, debaixo da mama , na interface entre o tecido mamário e a fáscia do músculo peitoral maior. Características: A maior desvantagem desse plano é que a prótese será “sustentada” apenas pelo tecido mamário e pele. Então, a tensão e espessura da pele do paciente serão mandatórias na queda da mama em maior ou menor tempo.
  1. SUBFASCIAL: Esse plano está exatamente acima do músculo peitoral maior. É levantada a fáscia, uma cobertura colágena fibrosa mais fixa e rígida, que encobre toda musculatura. Características: Esse tecido, a fáscia muscular, permite maior firmeza ao redor da prótese, por isso não fica somente na dependência da textura da pele e tecido mamário para sua sustentação , com a vantagem de não ter todos os inconvenientes da prótese submuscular.
  1. SUBMUSCULAR, DUAL PLANE: Os planos submusculares podem ser totais ou parciais (dual plane por exemplo). A prótese nesses casos serão alojadas entre o gradil costal e o Músculo Peitoral Maior elevado.

As técnicas submusculares surgiram há mais de 20 anos nos EUA  no intuito de encobrir o bordo da prótese em mamas muito finas e magras, para diminuir o efeito rippling (as ondas da cápsula ao redor da prótese que podem ser visíveis na porção superior em pacientes muito magras e sem cobertura de mama). E também para diminuir contratura capsular em próteses lisas muito utilizadas nos EUA.  O PLANO SUBMUSCULAR NÃO FOI PLANEJADO PARA SUSTENTAÇÃO DA MAMA! E ELE NÃO SUSTENTA A MAMA! ELE PRENDE A PRÓTESE APENAS. O restante da mama, de tecido mais macio e podendo ser flácido, desliza sobre o plano muscular e pode causar o efeito de “dupla bolha”. Muitas são as complicações do plano submuscular como: assimetria da posição da prótese por movimento muscular; achatamento da prótese com imobilidade, o paciente não consegue trazer para o meio as mamas; com a contração superior muscular no dual plane pode haver compressão da prótese para baixo fazendo com que a prótese desça baixando o sulco mamário e angulando o mamilo para o alto (Bottom up); ao contrair os braços a prótese é mobilizada e pode ocorrer de modo assimétrico; e para todas essas alterações há necessidade de retorno ao centro cirúrgico para trocar o plano da prótese ou para algum ajuste.

Vemos muitas vezes a “criação de modismos” puramente para criar alguma vantagem comercial e que vão formando crenças leigas de que tal técnica é mais vantajosa e irá corresponder ao “desejo imaginário” de alguém. E “nós” como pacientes tendemos a tornar “lógico” o nosso imaginário e que muitas vezes não funciona, na realidade, daquela forma. Uma dessas crenças ocorre com o Dual Plane, por exemplo.

Em nosso ponto de vista o Plano subfascial é o mais adequado uma vez que permite sustentação maior e sem os inconvenientes do plano submuscular, e até mesmo em pacientes muito magras ele não deixa a aparência artificial nem mesmo com a utilização das próteses redondas por exemplo. Desejamos ótimos resultados com menores complicações e temos que conhecer essas características para nos permitir fazer as melhores escolhas!

DRA. VIVIANE TEIXEIRA

Formada pela UFPR, USP e HUEC

Membro Especialista da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica)

Cirurgiã Plástica em Curitiba há 10 anos.

Olá! Aqui iremos conversar mais sobre Cirurgia Plástica no intuito de esclarecer dúvidas frequentes colhidas nesses 10 anos de atuação. Vocês são nossos convidados a ler e a conversar conosco caso seu desejo seja o de aperfeiçoar as formas corporais e da face. Conheça mais em TRATAMENTOS.  Sejam muito bem vindos!!”

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